Fazia frio, as sementes começavam a germinar no seio
da terra, espreitando curiosas e apressadas, o mundo novo.
Não sei mais desse tempo. Ao contrário das sementes,
a vida escondera-se num labirinto de atalhos.
Foi nesse lugar e era Primavera. Chagaste delicado e
terno, generosamente presente, amigo e amor.
A natureza vestiu-se de flores, os gorjeios das aves
trouxeram a alegria e o coração regressou, enxertado no teu.
Hoje voltaria ao lugar onde quase morrera. O Inverno
aconchegá-los-ia num só respirar e a vida regressaria pela força de amor.
Acontecera assim, numa noite de Verão que o Outono
indelevelmente tocou.