Os livros da EDITORIAL 100


Título: sobre o amor e outras cousas   -     Autor: jota esse
Poemas


Narrativa  - ISBN: 978-972-8843-52-6  -     Editorial 100, Vila Nova de Gaia, 2007. 112 p.  Preço com IVA: 12,60 €


   
 


Audiovisual de Diego Martínez Lora dedicado a jota esse

jota esse


jota esse, José Sousa de seu nome, é natural do Pereiro (Pinhel). Fazendo o 1º e 2º ciclos de escolaridade em Pinhel, vai estudar para o Seminário Menor do Fundão, onde concluiu a escolaridade obrigatória. Repartindo o ensino secundário entre o Seminário Maior da Guarda e a Escola Secundária de Pinhel, ingressou então no curso de Jornalismo

na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde exerceu, entre outras, actividades jornalísticas como a rádio e o jornal, tendo sido repórter fotográfico do Jornal Universitário A Cabra depois de ter completado um curso técnico-profissional de Fotojornalismo creditado pelo Cenjor. Foi no 3º ano do curso de Jornalismo que escreveu esta obra, em 2004. Reside actualmente em Pinhel.


 

 

Excertos do livro


 

 

prefácio

 

AMOR… palavra tão mordaz e tão suave,

Tão escondida em espinhos!...

Tão elevada pelo olhar que nos circunda

Tão nossa que nos ameiga

Tão deles, que assim anseiam…

AMOR… a palavra-mor do alfabeto

O <A> que não se esquece,

O <R> que nos amadurece,

O <M> que nos faz dizer «hummm»

E o <O> que fecha o ciclo de infinitos sonhos

Que nos fazem partir mais além…

AMORMEU AMOR!...

Há tanto tempo ansiava por ti

Mas agora o tempo acabou

Porque a eternidade começa

Quando duas almas se amam

Quim Fonseca


2.

 

Agora sei porque tudo disse!

Apenas fui eu, naquele acordar,

E logo aí eu soube

Que não é Ninguém quem tenta Ser.

Agora sei porque tudo disse!

Apenas fui quem sou,

Ao tentar ser alguém

Que jamais deveria revelar.

É por isso que tantos

Vivem sem lutar…

É por isso que tantos

Morrem sem poder amar!

Mas eu quero acordar

E poder viver em ti…

Quero ver no teu olhar

O amor escondido em ti…

Quero sentir no teu tocar

O amor vivido por ti…

Quero ver no meu amar

As lágrimas que choro por ti… por ti… por ti!


20.

 

Insólita inquietude

Que me impele

Para caminhadas

Por entre esfinges

Douradas

De luz.

Transfiguram-se halos

Feitos de formas e

Cores estranhas,

Doces aromas,

Leves toques…

Uma questão de tempo

Incontável

Por intemporal que é

Tão bizarro Ser!

Dulcineias,

Medusas, musas,

Que na hora da

Verdade

Surgem unas

Em constelação espiral.

És tu…

E tu sabe-lo!

Eu também o sei…

Basta-nos?


47.

 

Estou agora

Condenado

Pela letal

Previsão

Das coisas

Sonhadas no fundo

Do âmago

De aqui estar

Em estado

De transe ausente

De tudo.

Falta-me o

Brilho que me

Trazes

Pela volúpia

Do teu estar…

Pela maneira que

Te dás sem

O querer

Lá bem no íntimo.

Mas assim é

O Amor…


Entrevista a jota esse (a propósito da publicação do livro sobre o Amor e outras cousas)


Autocrítica

A maneira como me autocritico quando leio os meus textos é de uma forma conscienciosa de alguém que sofreu muito pelo amor. Sendo estes textos um relato de situações amorosas do quotidiano, é também o relato de alguém cujas respostas amorosas são quase sempre negativas e lamentosas, “tinta lacrimosa que se dá ao sofrimento”…

Compensação

A poesia passa aqui a ser compensação, um “desabafar” para o papel na inexistência de um outro elemento receptor, sendo assim uma necessidade existencial e não lúdica, um elemento equilibrador entre o poeta e o mundo.

Experiência poética e o amor

A experiência de fazer poesia não faz mais duradoura a experiência amorosa mas, pelo inconsciente latente em cada texto, ajuda a compreender cada situação e, se quisermos, a apagar as mágoas relativas ao amor.

A minha experiência de vida e poesia é curta, mas suficiente para entender que se sofre muito por amor. “É por isso que tantos vivem sem lutar… É por isso que tantos morrem sem poder amar!”. Uma experiência de dor face à traição, em primeiro plano, uma dor lancinante e aniquiladora, uma experiência de dor face ao desprezo e desrespeito de que fui alvo, a dor de um poeta incompreendido como tantos outros, que sempre amou com todas as forças humanas e divinas.

Leituras

Eu admiro bastante Fernando Pessoa e Herberto Hélder, o primeiro pela sua vertente filosófica e interventiva, o segundo pela sua aproximação às diversas comunidades pela sua linguagem aproximativa e relativa a cada uma delas.

Experiência universitária

A minha experiência universitária ensinou-me a descobrir os meus valores e capacidades interiores, através das diversas actividades académicas que me foram proporcionadas, mas nem por isso aprendi a geri-las do melhor modo, sendo isso um aspecto negativo. 

Pinhel

Para mim, Pinhel significa o que a terra que nos acolheu significa para cada um. Embora seja uma terra pouco evoluída e com poucas alternativas culturais, já me fui habituando a esta terra pequena e pacata.

Corrigir

O que eu corrijo nos meus textos são as ideias repetidas, a informação que pode vir a ser mal interpretada e tento também reduzir poemas demasiado extensos, à excepção daqueles que não podem ser cortados de forma alguma pela sua complementaridade.

Assunto

A poesia desta obra de amor não é só feita de dor. Fala também das conquistas (e consequentemente das derrotas), dos momentos felizes (mas também dos melancólicos)… Em suma, fala da antagonia com que nos deparamos  ao amar e ao sermos amados.

Sobre o pseudónimo jota esse

O pseudónimo jota esse tem um duplo significado. Para além das letras J e S serem as iniciais do meu nome (José Sousa), jota esse significa em latim “ser um quase nada”, pois eu acredito, pela minha formação cristã, que valho pouco pela minha condição efémera, própria do ser humano.

Amor doença

“É porque amor é uma doença…”, como diz o primeiro verso deste livro. Eu acredito piamente que o amor é uma doença, sendo por isso patológico pelas suas origens e sintomas.

Expectativas na publicação de sobre o amor e outras cousas

Não estando à espera que seja um best-seller, as expectativas que eu tenho em relação ao sobre o Amor e outras cousas é que seja um livro que toque no íntimo do leitor, que mexa com o leitor, que faça mudar algo na vida de quem o lê. Que este livro seja um ponto-charneira na relação amorosa de quem quer que tenha contacto com ele; que o leitor aprenda a amar um pouco mais e a dar um pouco mais do seu amor. Julgo que esta seja também, uma boa razão para publicar sobre o Amor e outras cousas.

Projectos futuros

Sendo a minha área o fotojornalismo, os meus projectos para o futuro são tirar um curso mais aprofundado de Fotojornalismo e vir a tornar-me repórter fotográfico de um jornal. No ano 2008 publicarei outro livro de poesia que já está pronto para ser editado e montarei uma exposição de fotografias na minha terra, Pinhel.


Índice de sobre o Amor e outras cousas

 

 

prefácio 5

15 minutos

1. cristalina 9

1 ano e meio

2. ténia 13

5 meses

3. mariposa 16

4. clarice I 17

5. busca I 18

6. busca II 19

7. busca III 20

8. ca(mo)mila 21

9. clarice II 22

10. clarice III 23

11. inquietus I 24

12. doris 25

13. ausentia I 26

14. revelationis I 27

15. secretus 28

16. brancura 29

nove dias

17. criança 33

18. barreira 34

19. sorriso I 35

20. inquietus II 36

21. brilho 37

22. mesmus 38

23. beijo 39

dois dias

24. certeza 43

25. ausentia II 44

26. solum 45

27. faraway so close 46

28. espera 47

29. sonho 48

duas horas

30. opium 51

31. sorriso II 52

32. palavras de amor 53

33. voar 54

34. anjo 55

35. tentativa falhada 56

36. sem retorno 57

silêncio

ausentia

37. aeternum 61

38. clamamentum 62

39. pleurer 63

40. aqui 64

41. loucura 65

42. olhos 66

43. (in)calculada 67

44. luz 68

45. asas 69

voo

46. anjo 73

47. despe-daçado 75

48. passo 76

49. mistérios vis 77

50. estelar 78

51. liber(t)ação 79

52. causa 80

53. lo(u)cus 81

54. amoris aeternum 82

dom

55. halo celestial 85

56. estrela-cadente 86

amor

luz

ar

57. cruz 89

58. piscar d’olhos 90

59. phoenix 91

heaven

60. nada 95

61. nau 96

62. (im)paciência 97

63. despertar 98

64. ressurreição 99

65. flores 100

66. não sei 101

67. pax 102

68. encontro 103

69. mãos 104

o 105


Pedidos      Editorial 100       Catálogo