Os livros da EDITORIAL 100
Título: O urso vermelho - Autor: José Pereira da Graça
audiovisual a propósito de:
O urso vermelho - José
Pereira das Graça
José Pereira da Graça, nasceu na Beira-Alta, em Gamelas (Pinhel) Os estudos levaram-no a Lisboa, Guarda e Coimbra. A profissão fê-lo percorrer o País. A vida impôs-lhe a busca inexorável da VERDADE. Actualmente é juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. Mora em Vila nova de Gaia. Publicou também: Témis, A Deusa da Justiça - 1987, Labirintos - 1994, Maria do Mar (Viagens & Mitos) - 1995, O urso vermelho - 2006.
Romance - ISBN: 978-972-8843-41-0 - Editorial 100, Vila Nova de Gaia, 2006. 80 p. Preço com IVA: 15,75 €
Uma história divertida e educativa!
Todas as crianças se deslumbram com histórias de encantar. O Urso Vermelho nasceu em diálogo com um neto ao sabor das suas sugestões e objecções. Assim surgiram também personagens como o perverso príncipe Sítula e a malvada bruxa Xata-Lalá. Por força de mentiras e intrigas, o mundo viu no bom príncipe Gaspar um feroz e perigoso urso. A maldição foi, porém, vencida pelo triunfo final da Verdade e os maus foram castigados.
Excertos do livro
I
E
ra uma vez...— Pois é verdade! - contou o avô Zé. Era uma vez uma bela
princesa chamada Matilde que, há muitos, muitos anos, vivia...
— Onde? - perguntou interessado João Pedro.
— Claro, num grande palácio real, não fosse ela fi lha do rei
Hipólito e da rainha Gertrudes, senhores de um país chamado Inventlândia.
— Onde fica esse país?
— Lá para as terras onde mora a imaginação, onde tudo se pode
inventar desde que as cabecinhas de cada um tenham um cérebro
criativo. Ora, a princesa Matilde acordava todas as manhãs ao som
do canto dos passarinhos a voejarem entre as árvores frondosas
dosenormes jardins e pomares que rodeavam o palácio real. Mal abria
a janela do seu quarto, vinham pousar no parapeito os rouxinóis
que tinham passado a noite a cantar para ela. Na verdade, eles, tal
como toda a outra passarada, gostavam muito dela porque tinha
sempre um punhado de grãos de milho para encherem o papo à
mistura com gestos e palavras de ternura.
— «Bom dia, meus amiguinhos! Então dormiram bem aí no
meio das folhas das nogueiras e das cerejeiras?» - perguntava ela.
— As aves pipilavam
os seus bonitos gorjeios - continuou oavô Zé - como se quisessem dizer sim, que tinham dormido bem
e eram até muito felizes por ela ser tão amiga deles, ao ponto de
proibir, em todo o reino, a existência de gaiolas ou a destruição de ninhos.
As criadas do palácio ajudavam-na, então, a arranjar-se e
tomava a primeira refeição do dia com os pais. Quando podia,
escapava-se à vigilância dos guardas, ia para o jardim e dali para a
floresta a verdejar logo a seguir. Ao Rei e à Rainha, no entanto, não
agradava nada que ela saísse sozinha.
— Porquê? - indagou João Pedro.
— Está bem de ver: na floresta havia lobos, ursos, cobras
venenosas, águias, ladrões e mesmo, imagine-se, bruxas!
— Ora, ora, bruxas era impossível haver porque elas não
existem em parte alguma!
— Bem - esclareceu o avô Zé -, nós estamos, como já te
disse, a falar da Inventlândia... Não te esqueças disso! Assim sendo,
podemos inventar tudo, sem prejuízo de sabermos distinguir a
realidade
da ficção. E olha que isto é válido para tudo na vida.Parece, pois, terem os receios dos reis, pais da Matilde, razão de
ser. Tu não tinhas medo de ir para uma floresta com tantas coisas más por lá?
João Pedro pensou nos lobos, nos ursos, nas cobras, nos
ladrões e nas bruxas de fingir.
— Pois, com tantas coisas más na floresta, a Princesa até podia
ser atacada e morta!
— Sim, podia. Mas achas haver só coisas más nas florestas?
— Não, não. Também há coisas muito boas: as amoras das
silvas, o ar puro, os rios e ribeiros onde se toma banho, as fontes
com água fresca, as bicicletas de montanha...
— Também o canto de muitos pássaros, a sombra das
árvores cheias de ninhos na Primavera. Aliás, aqui para nós dois,
que ninguém nos houve, aqueles animais perigosos praticamente já não existem.
— Mas existiam no tempo da princesa Matilde!
— É verdade. E vamos fazer de conta existirem também bruxas.
— E ela não tinha medo? - estranhou João Pedro.
— Não, não tinha. E sabes porquê?
— Não sei! Devia ser uma rapariga valente...
— Bom, se o era, nem precisava de o ser. Já sabes ser ela muito
amiga da passarada e também dos camponeses que andavam pela
floresta a apanhar lenha, a cultivar os campos e viviam em aldeias
por lá espalhadas. Sempre levava umas moedas para dar aos mais
pobres e comida a partilhar com eles.
— Já estou a ver que se aparecia um lobo ou um urso ela tinha
sempre quem a defendesse.
— Exactamente. Se necessário, um bom cacete ou uma foice
roçadoira
6 resolvia o problema. O certo era ser a Princesa, destemodo, muito feliz.
Entrevista a José Pereira da Graça a propósito da publicação de O urso vermelho pela Editorial 100
1 A diferença de escrever entre um livro para crianças e um romance
Escrever um romance pode ser ficcionar a realidade procurando influenciá-la; escrever um livro para crianças é colocar a ternura ao serviço delas.
2 Porque um urso e não um outro animal?
Conceber o Urso Vermelho foi personalizar aquela ternura.
Um urso é uma das personagens da estória, e não qualquer outro animal, porque é poderoso, suficientemente grande e capaz de se pôr em pé, podendo assim facilmente albergar, dentro de si, um príncipe bom, corajoso e forte.
3 Educar para que?
Educação deve servir para que o educando possa tornar-se um ser humano integral com capacidade para captar racionalmente o conhecimento e saber relacioná-lo com valores correctos, justamente humanos, de modo a fazer emergir a dignidade forte e sólida como um urso.
4 Que é o que mais ficou ou marcou a vossa educação?
No educação do autor, foi marcante definitivamente, a vivência exemplar dos pais, os conselhos prudentes de um avô, a influência da atitude profissional de alguns professores. Quanto a estes, a influência, geralmente positiva, também foi negativa.
5 Tem críticas para o sistema educativo actual?
O sistema actual peca pela falta de... sistema! Não há condições públicas de ensino para que um professor possa transmitir os seus conhecimentos aos alunos, quando é certo que essa transmissão é a essência de ensino. A indisciplina de um ou dois elementos podem prejudicar, mais ou menos impunemente, uma turma inteira. Reflecte-se aqui o clima geral da comunidade: preza-se o indivíduo esquecendo que ele está inserido na sociedade.
Tal atitude, naturalmente emergente da conjuntura sócio-política, tem o efeito perverso de proteger os díscolos, os infractores, à custa dos integrados. No caso do ensino, à custa da geração presente que apesar de tudo quer aprender, à custa também do sistema nervoso e até da integridade física dos professores competentes. E os políticos com capacidade legislativa dormem tranquilos.
6 As perguntas de uma criança serão sempre melhores que as respostas?
As perguntas das crianças são admiráveis, por vezes embaraçosas. As suas respostas são geralmente ingénuas. Aliás, é às crianças que cabe o direito de perguntar; ao adulto, ao educador, o dever de responder com verdade prudente, mas sempre verdade.
7 Como deve de ser uma boa relação avós/netos?
A relação avós/netos é uma relação de afectividade/confiança, é um estado de cumplicidade saudável. Isso está inscrito nas estrelas, pois é lá que foi promulgado o fantástico estatuto de avós/netos.
8 Quais foram ou são ainda os seus contos infantis preferidos e porquê?
Os contos infantis do meu tempo, andavam ao redor da figura incontornável da bruxa. Aliás, tais contos eram apresentados como realidades: ou porque o Joaquim Sapateiro vira um gato preto à meia-noite, mesmo que a noite fosse de breu, ou porque a ti Rita sentira um arrepio quando se cruzara com a suspeitosa Amélia Caniça, que muita gente jurava ter ela uns sapinhos gravados nas pupilas, ou porque o João da Horta vira um vulto estranho ao passar a desoras junto do cemitério.
Os contos dos irmãos Grimm ou de Hans Anderson ainda não tinham chegado ao Portugal profundo. Aqui as sua noites eram negras como tisna onde só a Lua ousava penetrar, aliviando o mistério, mas aumentando a magia.
Agora são ainda estes autores que vão colorindo a imaginação das crianças, imaginação que vai muito para lá da realidade cinzenta. Quando as velhas estórias se esgotam nascem naturalmente outras como o Urso Vermelho. A razão das estórias emerge obviamente do brilho que provocam nos olhos infantis, da expressão espantada dos seus rostos atentos.
9 Gostou de palhaços? Tem alguma lembrança relativamente a palhaços, de circos?
Os palhaços, o rico sabidão e o pobre trapalhão, eram o essência do circo. Eles próprios eram estórias vivas provocando torrentes de gargalhadas. Deles ficou a lembrança indelével desse riso sincero a estrebuchar até à fímbria da medula, manancial de emoções caras.
10 Falemos da sua infância:
- As pessoas que mais influíram na sua infância
A propósito da minha infância, feliz e livre como um gaio poderei dizer-lhes:
— As pessoas que mais me influenciaram foram, em primeiro lugar a família: pais, irmãs (tive quatro), o avô paterno que enquanto embrulhava o tabaco de onça na mortalha de papel fino, ia falando da minha hipotética vida futura e dava conselhos sábios; a velha criada, ti Mercês, mergulhando o seu menino em ternura inesgotável; o criado Brito a fazer o pino e a adiantar fumos do que seria o amor; ti Aristides, rijo como um sobro, trabalhador incansável, invariavelmente honesto; ti Joaquim Ferreiro a permitir que fosse ajudado no manejo do fole enquanto revelava conceitos filosóficos causa de embasbacamento.
- os amores e ídolos
Os primeiros amores, sempre platónicos e secretos, foram as criadas, bem mais velhas, mas que com o seu viço, provocaram os primeiros deslumbramentos. Por ídolos tinha as pessoas há pouco referidas, onde pontificava o meu pai que eu ambicionava imitar na sua capacidade inteligente de trabalho e no modo diferente de pensar fugindo à rotina emparedada.
- os professores, as escolas - as comidas e bebidas preferidas
Da escola recordo a bonomia da professora, D.ª Palmira, que no meio de uma algazarra completa conseguia meter o bê-á-bá e as contas na cachimónia dos alunos. Nos intervalos abria-se a taleiga da merenda para comer a fatia de centeio com presunto e azeitonas, ou ovo mexido, ou queijo, ou geleia de marmelo. Para beber, só a água do chafariz ali defronte. Logo a seguir, quando o tempo já o permitia, corria-se até à Ribeira a mergulhar como patos bravos. Congestões era coisa de que nunca se ouvira falar.
- os jogos e brinquedos, os lugares preferidos para brincar
— Sempre que possível, e as oportunidades eram bastas, jogava-se o peão, a chona, o arco, o pilha-três, o crasto, a caravela. Tudo isto no terreiro da escola e nas ruas da aldeia.
- os medos (os monstros, mortos, etc)
— Os medos nasciam com a noite. A escuridão era a mãe de todos os monstros, a fonte de todos os receios: eram as almas penadas, as omnipresentes bruxas, mais raramente os lobisomens, os espectros dos cemitérios. Depois de um serão de Inverno, com intermináveis narrações à roda da lareira, até o estralejar dos cavacos ardentes e as sombras movediças da labareda arrimavam os circunstantes uns aos outros, esquecendo até as lambarices que a Mãe nunca deixava esgotar.
- a morte desde a sua perspectiva de criança
— Na perspectiva de criança, a morte era algo de mau que punha as pessoas a dormir com um aspecto feio, pálido e que depois levava o corpo para debaixo da terra e mais qualquer coisa, não se sabia bem para onde. Má era, sem dúvida, pois levara embora o avô Miguel para nunca mais aparecer. Isso foi imperdoável. Depois a morte havia de passar a ser o remate natural da vida, fechando o ciclo inerente a tudo o que é vivo, sem prejuízo da eternidade genética.
- como conseguiu vencer os temores da infância
— Os temores da infância foram-se vencendo a golpes de alguma audácia: a partir do momento conscencializador de que o escuro era a sua fonte principal, das tripas fizeram-se coração e mergulhou-se intencionalmente no seu seio, saindo de casa a desoras, passando junto ao cemitério, a tropeçar, é certo, nos pedregulhos do caminho, suando sem ter calor. No fim da aventura, porém, nada tendo acontecido, concluiu-se convictamente que o medo estava bem dentro de nós e não fora.
11 Lembranças em geral, o bom o mau, asneiras, castigos.
O conceito de bom e de mau andava então bastante ligado ao de pecado. Assim, um acto era bom ou mau conforme o senhor prior o classificava.
Asneiras, para além de tropelias inofensivas, eram as faltas às aulas, preferindo-se ficar pelo caminho à cata de lagartixas ou de figos maduros, em reacção à saída de casa, onde morava o conforto e a protecção. Os castigos eram palmadas da Mãe, bem merecidas, e o olhar critico do Pai, tanto mais pungente quanto calado.
12 Que opina sobre os programas infantis da TV?
Os programas infantis de televisão, os bons, educativos, são geralmente preteridos em favor dos que contêm monstros violentos. Se tal violência virtual for capaz se sublimar a agressividade de cada um, já é bom. Agora quando leva à confusão entre a realidade e a ficção, o resultado é dramático. Com frequência inquietante a comunicação social refere mais um caso de violência com epílogos mortais.
13 Quando deixou de ser uma criança? Quando reparou que já não o era? Onde está a criança que ainda vive em você?
O meu Pai morreu quando contava apenas 49 anos. Tinha eu pouco mais de uma dúzia de anos. Nesse momento deixei de ser criança. O sentido de responsabilidade existencial firmou-se definitivamente. Ao mesmo tempo a masculinidade afirmou-se. A criança sumiu-se por completo? Claro que não. Ainda há pouco eu gatinhava a par do neto, rodava nos carrosséis ou nos carrinhos eléctricos. Imposição da tal cumplicidade já atrás referida.
14 Porquê quando um adulto é caprichoso, teimoso, ou não quer ouvir explicações dissemos que se comporta como uma criança no sentido negativo, mas quando se é criativo, energético, tenro, não nos lembramos de dizer que tb se comporta como uma criança?
Diz-se que um adulto se comporta como uma criança quando age insensatamente, sem sentido crítico. Tal forma de acção é natural nas crianças, por falta de experiência, por imaturidade, por inconsistente valoração. Não o é nos adultos. Tal juízo de comportamento não se faz na situação inversa, isto é, quando o adulto pratica um acto criativo, enérgico, não se diz que se comporta como uma criança. Pela simples razão de que não é típico, não é natural.
15 Os animais de estimação que teve e dos que mais se lembra?
Como animais de estimação, para além da cadela “estrela”, companheira de desvairadas correrias e que, por via do entusiasmo, com frequência excessiva, ao menos na opinião da minha Mãe, me rasgava os fundilhos das calças; a burra “carriça”, com ensaios de mal conseguidos galopes; a égua “russa”, essa sim, tirocínio do passo, trote e galope, em pêlo, não obstante os bastos trambolhões.
16 Como foram nascendo os diferentes capítulos do Urso Vermelho?
O Urso Vermelho foi nascendo por pequenos episódios, que o neto desejava ouvir de novo, mas, então, era imperioso acrescentar algo de novo. Por fim conseguiu-se uma certa sequência, com definição de caracteres e aclaramento de situações até ao julgamento final, por amor à justiça.
17 Que opinou o seu neto depois de ver por escrito e em livro o Urso Vermelho?
Penso que, para além das emoções inerentes à estória, foi, para o Neto, uma sensação de alguma surpresa, ver transcrito no papel aquilo de que se falara. Nas outras estórias, lia-se o que já estava num livro. No Urso Vermelho o que se dissera transformou-se em livro. Uma sensação nova para ele, a descoberta de como se faz um livro.
18 Quais são as principais personagens do Urso Vermelho e que representam, se identifica com alguma?
As principais personagens são a princesa Matilde, claro, representando o amor, o príncipe Gaspar a coragem, o príncipe Sítula, a mentira, a bruxa Chata-lalá, a intriga, mas que por fim também se torna agente da verdade. Tais personagens nada têm a ver com o avô, mas talvez tenham a ver com o neto como eleitor de caracteres.
19 É possível que exista uma boa comunicação entre avós e netos? Sem afecto para que serve o intelecto?
O Urso Vermelho é a prova da boa comunicação que pode haver entre avós e netos, embrulhada numa cortina de afecto, que o intelecto apenas estabiliza. O pior defeito de uma avô é não ser capaz de se identificar com o neto, sem perda do sentido orientador. Penso que tenho tido essa capacidade, embora com o defeito da impaciência pontual.
Quais podem ser os defeitos de um pessoa como avó? Quais pensa que são os seus defeitos no que leva de avó?
20 Expectativas com a publicação de este novo livro?
Francamente, este livro não me cria expectativas especiais, na medida em que a sua publicação foi uma iniciativa do editor que, com tal publicidade, afinal quase violentou uma espécie de pudor e revelou o que devia ser um segredo.
21 Que canções se lembra dos tempos da infância?
As canções que lembro dos tempos da infância são as que se cantavam nas vindimas, nas malhas, nas ceifas: o Josezito, o Alecrim. Outras nem recordo o nome, mas em que há versos como: “Ó Rita arredonda a saia”, “Papagaio louro”, “A Madrugada lá vém, lá vem” que Joaquim Ferreiro cantava nos alvores das manhãs junto ao rio Côa, depois de uma noite de pesca ocasional, “Ai, ai, mas que cheiro que a rosa dá” cantada pela minha avó Alexandrina e que me deixava extasiado a ouvi-la o que ela repetia sempre que eu lhe pedia. Julguei que se tratava de um tema popular português. Muitos anos mais tarde, já no exercício da actividade profissional, descobri que se tratava do tema principal da Valsa n.º 2 duma suite de Shostakovich. Curiosamente a minha avó foi contemporânea daquele compositor.
22 Breve Mensagem para os avós actuais e do futuro-
Mensagem para os que são netos ou os que o foram como você.
Mensagem para o neto João
No fim desde discurso, que já vai longo, resta-me compartilhar com os que são avós, as delícias do estatuto de avô, sem dúvida do melhor que a vida oferece. Aos que agora são netos, um dia, muito mais tarde, hão-de aperceber-se no naco de felicidade que deram aos avós, só por existirem e desabrocharem para a vida debaixo das suas barbas brancas. Ao meu neto, João Pedro, deve-se a existência do Urso Vermelho, já porque o inspirou já porque também influiu na sua elaboração.
À D.ª Maria de Jesus Vieira (a Jusa) ficam expressos os meus agradecimentos pela maravilhosa ilustração com figuras intencionalmente tão ingénuas quanto a própria estória.
À Editorial 100, na pessoa do seu gerente, Dr. Diego Martinez Lora, se deve inteiramente a publicação que agora se apresenta.
24 Palavras finais para o publico presente na apresentação do livro.
Esta é, for força das circunstâncias, uma assembleia essencialmente de avós e de netos. Fica, pois, dada a palavra à ternura.
Índice de O urso vermelho
I.......................................................................................................3
II............................................................................................................7
III..................................................................................................11
IV..................................................................................................19
V.....................................................................................................21
VI.............................................................................................................25
VII.................................................................................................29
VIII................................................................................................31
IX...................................................................................................37
X...................................................................................................39
XI...................................................................................................43
XII.................................................................................................49
XIII................................................................................................55
XIV.................................................................................................61
XV.................................................................................................67
XVI................................................................................................73
GLOSSÁRIO..................................................................................77