Os livros da EDITORIAL 100


Título: ARTOPLASTIA TOTAL DA ANCA:  CONTRIBUTOS PARA A ELABORAÇÃO DE UM GUIA DE ORIENTAÇÃO DA ALTA HOSPITALAR -   

            Autoras: - Maria Olga de Castro e Silva

- Ana Fernanda da Silva Monteiro Alves


           


Maria Olga de Castro e Silva - Ana Fernanda da Silva Monteiro Alves : ARTOPLASTIA TOTAL DA ANCA:  CONTRIBUTOS PARA A ELABORAÇÃO DE UM GUIA DE ORIENTAÇÃO DA ALTA HOSPITALAR - ISBN: 978-972-8843- 86-1- Editorial 100, Vila Nova de Gaia, 2008. 212 p.  preço: 15,75 € (Iva 5%)


Maria Olga de Castro e Silva

 

Professora do Ensino Superior Politécnico, docente na ESEP. Porto.

Categoria Profissional. Professora Coordenadora.

Para além das suas competências como professora destacamos:

Membro do Conselho Cientifico; Membro da Unidade de Investigação; Membro do Grupo de Relações internacionais Sócrates/Erasmus;

Foi Membro da Comissão Coordenadora do Conselho Cientifico; Presidiu o Conselho Pedagógico;

Integrou o Grupo que elaborou os Planos Curriculares dos Cursos ministrados na ESEDAG e ESEP, entre outras actividades.

Actividades de investigação:

Autora de Vários trabalhos de investigação.

Publicações científicas:

Livros publicados: Alguns Contributos de Avaliação do Ensino Superior, em 2008;

A Disciplina de Saúde Mental no Delinear das Competências Profissionais, em 2008;

Artigos científicos: Autora de vários artigos científicos já publicados e outros em publicação.

Escola Superior de Jornalismo

Foi Professora responsável pela leccionação das Disciplinas: Psicologia Social e Metodologia Cientifica;

Orientou, Presidiu e Arguiu várias monografias.

Universidade Portucalense. Porto

Leccionou conteúdos teóricos e práticos de Metodologia Científica aos alunos do 2º Curso de Mestrado em Administração e Planificação da Educação.

Instituto Superior de Ciências Empresariais e de Turismo (ISCET)

Leccionou parte da Disciplina de Metodologia Científica dos cursos de Licenciatura.

Instituto de Entre Douro e Vouga (ISVOUGA)

Leccionou parte da Disciplina de Metodologia Científica dos cursos de licenciatura.

Universidade Católica Portuguesa do Porto

Colabora com a Universidade Católica Portuguesa do Porto.


Ana Fernanda da Silva Monteiro Alves

Mestre Ciências de Enfermagem, pela Universidade Católica Portuguesa do Porto; Licenciada em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem de D. Ana Guedes. Porto;

Exerce funções no Hospital da Prelada da Santa Casa da Misericórdia do Porto: Categoria Profissional de Enfermeira Generalista.

Do seu currículo destacamos:

Universidade Católica Portuguesa do Porto

Colabora com a Universidade na Orientação e Avaliação da Prática Clínica de alunos de Licenciatura em Enfermagem;

Colaborou com a Universidade Católica Portuguesa do Porto na Orientação e Avaliação da Prática Clínica de alunos de Licenciatura em Enfermagem.

Universidade Fernando Pessoa do Porto

Colaborou com a Universidade na Orientação e Avaliação da Prática Clínica de alunos de Especialidade de Enfermagem de Reabilitação.

Instituto Jean Piaget de Gaia

Colaborou com o Instituto Piaget na Orientação e Avaliação da Prática Clínica de alunos de Licenciatura em Enfermagem.

Actividades de Investigação

Autora de trabalhos de investigação no âmbito das Ciências da Saúde

Publicação de Artigos Científicos

Aguarda publicação do artigo: “Doença de Alzheimer: Cuidados assistenciais aos doentes e cuidadores”.



Prefácio

Explicar de forma simples e clara a ideia que preside este estudo e o modo como se desenrolou, identifica e aponta, um tempo e um lugar próprio uma vez que o seu modelo metodológico e analítico nos transporta para uma reflexão em torno de diferentes concepções que rodeiam o acto cirúrgico da artroplastia da anca implicando, ao mesmo tempo, o conhecimento dos modos de cuidar e assistir o ser humano em situação de fragilidade sujeito a esta problemática cirúrgica.

A sua metodologia propõe um espaço de avaliação e de reflexão dos factores e dos aspectos considerados relevantes no momento de qualquer alta clínica mormente a relacionada com a cirurgia da anca, os quais, se identificam como imprescindíveis nos processos de reabilitação de todos quantos nesta situação se encontram em estados de fragilidade biológica, psicológica ou socioprofissional.

O conceito de responsabilidade e de participação invocado neste livro, constitui um dos pilares fundamentais de qualquer profissão particularmente na de saúde, uma vez que, as suas bases filosóficas se fundamentam num cuidar holístico permanente. A responsabilidade e a participação de cada um, deve antes de mais, abrir-se à dimensão do mundo e por conseguinte inscrever-se em processos de competência, rigor e assertividade.

A autonomia pessoal e a responsabilidade humana, devem então, surgir como pólos de um mesmo campo de intervenção profissional. A autonomia implica conhecimento e a responsabilidade impõe-se pela competência científica, técnica, relacional, humana e social. A acção é evidentemente um factor decisivo ainda que persistindo nela a noção de risco ou de incerteza.

Do mesmo modo, o entrelaçar das diferentes responsabilidades e compromissos profissionais no seu conjunto, dão conta da importância que deve presidir à ética e à deontologia e, por conseguinte, garantir a eficácia e a eficiência do cuidar e do assistir o ser humano no seu sentido lato. Por isso, a acção cuidativa dos diferentes grupos profissionais de saúde está intimamente ligada ao agir e assistir num mundo próprio e num espaço inter-humano inscrito, por vezes, num domínio privado de intervenção.

A parte central deste estudo indica uma bolsa de conhecimentos que qualquer profissional de saúde, mormente os profissionais de enfermagem, deve obter para se tornar eficiente e competente. Esses saberes, ao serem aplicados e transferidos pela informação e instrução a todos os indivíduos submetidos a actos cirúrgicos desta natureza e seus respectivos cuidadores são fundamentais para garantir a melhor reabilitação com base nos melhores cuidados.

De facto, as competências profissionais ao serem entendidas como elementos basilares da qualidade da prática profissional, resultam, naturalmente, de uma combinação permanente e pertinente entre vários recursos que se identificam por saberes, ou seja, por um conjunto estruturado de conhecimentos adquiridos principalmente na formação inicial ou mesmo contínua e de forma estruturante assegurada pelo rigor de saberes, metodologias e instrumentos, os quais, asseguram o sucesso de uma qualquer actividade profissional.

Assim, a leitura deste livro, será certamente de grande valor e proveito para todos aqueles que se dedicam ao cuidar e assistir o ser humano e, muito particularmente, para os que se encontram num processo de reabilitação pós cirúrgica. As autoras primam pelo rigor e isenção das informações aqui enunciadas fundamentadas pelo rigor de informações, orientações, instruções concretas, claras, precisas e actuais. Neste contexto, podemos afirmar que o livro constitui-se como um excelente guião instrutório quer do ponto de vista conceptual quer relativo a orientações práticas do cuidar.


Resumo

Este trabalho de investigação foi desenvolvido em torno das percepções que

doentes e cuidadores têm dos cuidados relativos a uma cirurgia total da anca no período

pós alta clínica.

A cirurgia total da anca é um tratamento de recurso numa patologia degenerativa

da articulação da anca, a coxartrose.

A coxartrose é entendida como uma degenerescência articular de etiologia

não inflamatória de instalação insidiosa, tornando-se gradualmente incapacitante, o que

interfere com a qualidade de vida do indivíduo dadas as limitações a que é exposto.

O seu aparecimento é geralmente lento e insidioso e os doentes não conseguem

referir a altura e natureza dos primeiros sintomas. As queixas iniciais referem-se

habitualmente a dor difusa e intermitente, relacionada ou imediatamente após o uso da

articulação doente.

Normalmente esta patologia só encontra resolução através do acto cirúrgico,

denominado por artroplastia total da anca, que consiste na substituição da articulação

da anca, por uma artificial (prótese). Neste contexto, e porque esta patologia de alguma

forma pode limitar e condicionar as actividades de vida é que objectivamos o nosso

estudo, no sentido de por um lado prevenir possíveis problemas pós operatórios e por

outro orientar os doentes e cuidadores nos cuidados pós cirurgia.

Assim, conhecermos a realidade dos doentes e cuidadores no que se refere

à informação que detêm acerca dos cuidados e ter num processo pós cirurgia poderá

ajudar-nos na necessidade de elaborarmos um guia orientador de alta clínica. O

conhecimento das percepções de cuidados dos doentes e dos cuidadores fundamenta

os pilares estruturantes da nossa pesquisa.

O propósito central deste estudo é contribuir para a melhor recuperação no

processo de tratamento pós cirúrgico em doentes submetidos a artroplastia total da anca.

Para o efeito realizamos uma pesquisa fundamentada por diversos autores em torno

da coxartrose, artroplastia total da anca e dos processos de alta clínica. Para o efeito

elaboramos um questionário dirigido a doentes e respectivos prestadores de cuidados,

no sentido de podermos encontrar lacunas de conhecimento ou outras eventuais

fragilidades.

O instrumento de colheita de dados foi aplicado aos doentes e respectivos

prestadores de cuidados no decurso temporal do estudo.

O trabalho empírico decorreu durante os meses de Dezembro de 2007 a Junho

de 2008. A análise quantitativa investigativa baseou-se nas percepções de cuidados

dos doentes e cuidadores acerca da artroplastia total da anca. Os dados obtidos foram

analisados através de métodos informáticos e meios estatísticos.

Pretendemos com a aplicação do instrumento de recolha de dados

(questionário), conhecer as percepções e representações dos doentes e cuidadores

sobre o conhecimento que detêm relativamente aos cuidados no pós alta clínica e,

através dos dados obtidos, encontrar coordenadas que nos orientem na elaboração de

um guia orientador de cuidados pós alta hospitalar, enquanto objectivo do nosso estudo.

Os resultados expressos neste estudo apontam fragilidades relativas ao

conhecimento de cuidados na alta clínica nos doentes submetidos a uma cirurgia total da

anca, nomeadamente, no que se refere aos cuidados de posicionamento, entrar e sair do

automóvel, cuidados de higiene, limitações sexuais e profissionais, deambulação, entre

outros, assim como, nos cuidadores nos mesmos níveis de dificuldade.

Assim, com base nos resultados do estudo, parece-nos pertinente promover

a elaboração de um guia de orientação dirigido a doentes e prestadores de cuidados,

que vá de encontro às necessidades dos doentes e dos cuidadores com o objectivo de

colmatar e esclarecer todas as dúvidas e garantir a melhor qualidade de cuidados na alta

clínica.


 

Entrevista a Olga Castro e Silva a propósito da publicação do livro  ARTOPLASTIA TOTAL DA ANCA:  CONTRIBUTOS PARA A ELABORAÇÃO DE UM GUIA DE ORIENTAÇÃO DA ALTA HOSPITALAR  pela Editorial 100

 


Motivações da investigação e da publicação do livro

 

As motivações que nos levaram a editar este livro situam-se, sobretudo, no ensino e orientação de cuidados a doentes submetidos a uma artroplastia total da anca e aos seus cuidadores garantindo por um lado, a tranferência de saberes e por outro, a melhor reabilitação.

Como sabemos, no momento da  alta clínica ao doente e seus cuidadores nem sempre são garantidos os conhecimentos básicos necessários ao processo de reabilitação e recuperação.

Pelo facto, esta edição traduz-se para nós como motivação e empenhamento porquanto os conteúdos expressos nesta edição poderão assegurar orientações precisas e necessárias em matéria de cuidados assistenciais.

 

 Experiência e teoria no assunto tratado no Estudo

 Esta reflexão resulta do facto de uma das autoras exercer ensino e formação  outra exercer a prática de cuidados de assistência a doentes do foro ortopédico e ainda, por experienciarmos carências de instrução e orientação verificadas nos doentes, nos seus cuidadores, amigos e familiares as quais motivou a que os saberes ora reunidos se traduzissem num feixe de orientações e instruções em formato de livro.

 

  Situação de estado do assunto na realidade clínica portuguesa

 

 Embora possamos afirmar que a investigação na área da saúde tem merecido destaque científico, estamos ainda muito longe de atingirmos os ideais que esta temática nos merece e de conseguirmos a perfeição científica necessaria à vida.

Por isso, esta pequena reflexão não é mais do que um ténue foco de erientações dirigido ao doente do foro ortopédico e respectivos cuidadores.

Não pretendemos com esta reflexão chegar a conclusões acabadas nem tão pouco afirmar que se esgotou com este livro os saberes científicos e de orientação.

Esperamos, no entanto, dar-lhe continuidade e evoluir cientificamente e  de forma assistencial para podermos continuar a construir de uma bolsa de saberes, garantido assim,  a melhor orientação.

 

 Importância do estudo

 

Este estudo para além de servir de base a um grau académico, objectiva, sobretudo, contribuir para a melhor orientação dos doentes e cuidadores num processo de reabilitação e, por via disso, deixar algumas reflexões de ensino e orientação a todos os profissionais de saúde e/ou a outras pessoas que  disso sentirem necessidade.

 

Em que se diferencia este estudo dos outros trabalhos ou livros existentes no universo português?

 

Este livro como todos os outros livros tem  a sua importância no tempo e no espaço onde ocorre. Resulta de um empenhamento pessoal e da necessidade de instrução e orientação especifica verificada.

A importância que este nos merece, não é maior ou melhor que a de outros já publicados neste âmbito. Apenas se constitui para nós  num espaço de reflexão, orientação e de crescimento pessoal, profissional e social.

 

Os conselhos só são para o caso dos pacientes com uma prótese na anca?

 

Alguns conselhos vinculados neste livro poderão ser extensivos a todos os doentes e a todos os cuidadores. A exemplo: as orientações relativas ao equilíbrio biológico e psicológico, a manutenção do peso corporal, as tomas terapêuticas entre outras orientações gerais.

Porém, existe um leque de competências vinculadas neste nosso livro exclusivas para a orientação de doentes sujeitos a uma artroplastia total da anca e aos seus cuidadores como:

A necessidade dos doentes saberem como utilizar utensílios específicos para o desempenho das actividades de vida diária, o uso adequado das canadianas, a importância das tomas terapêuticas enquanto factor preventivo de complicações clínicas; a postura relativa a cuidados básicos, as questões da sexualidade e da actividade sexual, (….).

 

Estas orientações não podiam aplicar-se a outras situações?

 

Certamente que sim uma vez que existe neste livro orientações gerais que podem servir de base na orientação de diferentes situações clínicas desde que não sejam específicas como algumas que se apresentam nesta edição.

 

O que significa para uma profissional na enfermagem poder progredir academicamente, a nível pessoal, a nível familiar e a nível laboral?

 

Progredir academicamente é, antes de mais, estar habilitado com saberes e competências para, a partir delas,  se poder exercer com dignidade, honestidade e responsabilidade a profissão.

Na vertente do ensino o saber académico é hoje uma exigência que veicula saberes teóricos, técnicos, teóricopráticos e práticos os quais, implicam saber, saber estar, saber fazer, saber ser e saber aprender a aprender.

Neste sentido, ao habilitarmo-nos por via académica em matéria de conhecimento e saberes temos garantidas as condições mínimas exigidas para podermos colaborar na formação de alunos, nas instituições de saúde na assistencia dos cuidados ao doente, ou noutras actividades conferidas por via das habilitações académicas ou na progressão outras formações.

As habilitações académicas conferem saberes e aquisição de competências em diferentes domínios. Estar habilitado com esses saberes e conhecimentes implica, antes de mais, ser competênte e saber aplicar o conhecimento em multiplas vertentes e em diferentes situações.

Na perspectiva familiar certamente que as habilitações académicas conferem maior idoneidade e mais responsabilidade quer no âmbito das suas práticas do seu quotidiano quer na compreensão do seu diário e partilha, as quais, implicam uma maior responsabilidade, um maior empenhamento, mais exigência, aceitação, compreensão  e afectividade.

 

 

Um médico pode dar conselhos a uma profissional da enfermagem? (Limites entre a profissão de medicina e a de Enfermagem).

O formato curricular do curso de medicina, confere ao médico um leque de saberes abrangentes e científicos, competências e responsabilidade que lhe são próprias e específicas .

 

Porém, isso não significa que ao médico seja conferida a responsabilidade e competência de aconselhar os profissionais de enfermagem.

 

Todavia poderão fazê-lo em prol da melhor garantia de qualidade de cuidados assistenciais.

 

Um profissional de enfermagem pode dar conselhos a um médico?

 A formação dos enfermeiros, embora mais singela e mais orientada para a assistência de cuidados habilita-os, no saber fazer, saber estar e saber e saber aprender a aprender.

 

Neste contexto, se considerarmos a importância dos saberes pluridisciplinares e multidisciplinares inscritos em torno do trabalho em equipa ambos os corpos profissionais poderão aconselhar, trocar saberes e dar orientações uma vez que, o objectivo principal de cada corpo profissional seja ele médico ou enfermeiro ou outro, o objectivo último da cada membro de uma equipa é a assistência de cuidados que qualquer ser humano merece.

 

Em questões de saúde não se coloca o problema de se saber quem manda mais ou quem manda menos, pois, cuidar e assistir, está acima de qualquer pretensão profissional ou de qualquer poder, uma vez que, ambos os corpos profissionais sabe com precisão quais as suas competências, obrigações e limitações.

  

Quais são os principais conselhos para os pacientes que sofreram uma artroplastia total da anca.

Os conselhos e ensinos ao doente submetido á cirurgia são vários, particularmente os cuidados básicos nomeadamente: método de uso de canadianas, formas de locomoção, cuidados básicos de higiene e conforto, as questões relativas à satisfação da sexualidade, as tomas terapêuticas em tempo e horário entre outras actividades preventivas e, naturalmente, a indicação da leitura do livro na Parte 1, no seu capitulo 4º.

 

 Projectos futuros de investigação

Como docente do Ensino Superior, estou naturalmente implicada na responsabilidade de investir cientificamente no sentido da construção de novos saberes ou no aprofundamento de conhecimentos  em torno da ciência e da evoluçâo do campo científico em matéria de saúde,  e/ou de ciências da educação ou noutras áreas da conhecimento.

No momento, estou seriamente comprometida em levar acabo um estudo histórico em torno dos Modelos de Assistência e de Formação de Saúde Mental nos Séculos XIX e XX em Portugal.

Como pertenço à unidade de investigação da Instituição onde exerço a minha actividade profissional (ESEP),  e como aluna da Universidade do Porto, estou implicada na produção científica

 Pelo facto,  cabe-me a responsabilidade de investir em estudos científicos, artigos científicos, divulgação de investigações, orientação de dissertações e de Teses,  entre outras actividades próprias e específicas de um Professor de Ensino Superior.

Como sou actualmente Bolseira da FCT, tenho em mãos projectos de investigação promissores no campo da Saúde e das Ciências Pedagógicas e Educativas.

Por outro lado, é meu objectivo concluir a curto prazo um trabalho intitulado “Olhares e Percursos” que se fundamenta num processo experiencial e vivencial e uma investigação histórica (umaTese)  em torno da História de Saúde Mental em Portugal que espero ver publicados em breve nesta editora.

 

Como surge a partilha neste trabalho

O estudo originariamente direccionado para a obtenção de um grau académico, resultou de muitas partilhas e de opiniões nem sempre aceites quer pelas implicações normativas institucionais quer, também, por certos condicionalismos pessoais.

No seu final e em conjunto, surgiu a ideia de tornearmos o trabalho acrescendo-lhe outros dados que nos pareceram relevantes os quais transformou o estudo em formato de livro que ora publicamos.

  

 Neste contexto, o estudo ora transformado em formato de livro originou naturalmente o estreitamento de laços, comprometimentos, implicações e perspectivas de continuidade investigativa pelo que, o estudo serve de motor a investigações futuras sendo, também, uma mais-valia na orientação de cuidados assistenciais todos os que disso necessitarem.

 O que aprenderam logo depois ter acabado este Estudo?

Muitas experiências e saberes recolhidos no inconsciente voltaram ao espaço da consciência o que nos obrigou a rever conceitos, a investir em estudos e obras publicadas em torno desta temática clínica e médica e de outras temáticas as quais nos enriqueceram particularmente e nos avivaram o espírito para a investigação.

 

No final do estudo temos a consciência que muito mais haveria para incluir neste livro pelas fragilidades agora encontradas, mas, o tempo situou-se como um elemento de ordem e de autoridade, obrigando-nos a apressar o seu término apontando-nos com um sorriso enganador, apenas a importância da sua publicação como sendo o seu aspecto mais significativo e o seu último expoente.


 

Entrevista a Ana Monteiro Alves a propósito da publicação do livro  ARTOPLASTIA TOTAL DA ANCA:  CONTRIBUTOS PARA A ELABORAÇÃO DE UM GUIA DE ORIENTAÇÃO DA ALTA HOSPITALAR  pela Editorial 100


 

- Quais são os principais conselhos que podem dar para os pacientes que sofreram uma artroplastia total da anca.

Os conselhos e ensinos a ministrar a um doente submetido a esta cirurgia são muitos como podemos concluir pela leitura do livro. No entanto sempre que prevemos ensino e orientação devemos ter presente que a pessoa é única, com saberes próprios e necessidades distintas, pelo que o ensino deve ser ajustado à realidade de cada indivíduo.

 

- Projectos futuros de investigação

Este trabalho ora traduzido em livro surge no âmbito de uma partilha de conhecimentos uma vez que que as autoras tinham conhecimentos em áreas diferentes uma no mundo da prático dos cuidados e outra no área dos conhecimentos científicos teóricos e de investigação por ser docente do Ensino Superior.

Este facto abriu-nos uma janela para continuar a investigação em áreas ou domínios do conhecimento no campo da saúde, em áreas afins ou em outras eventualmente também elas importantes. Daí que é nosso objectivo partir para o investimento científico por via da aquisição de graus académicos tendo em mira a melhor formação pessoal social e laboral.

 

- O que aprenderam logo depois ter acabado este Estudo?

         Aquando da realização de um estudo no qual depositamos tanto esforço quer no que se refere a conhecimentos teóricos, quer no que se refere a questões de investigação, constatamos que quer os doentes, quer os prestadores de cuidados demonstraram um défice de conhecimentos no que se refere a cuidados assistenciais no domicilio. Por outro lado, solidificamos conhecimentos relativamente à prestação de cuidados a doentes submetidos à cirurgia da artroplastia, assim como, no que se refere à transmissão de saberes.

Neste contexto em termos de projectos futuros, seria pertinente partir da informação constante deste livro construir um guia de preparação para a alta clínica abrangente de modo o esclarecer doentes e cuidadores dos cuidados necessários a melhor reabilitação. Outro aspecto a referir sublinha a importância do trabalho partilhado enquanto momento de aprendizagem e de crescimento. Daí que esta reflexão conjunta veio a gerar em nós motivação para continuarmos a investir no saber enquanto mais valia na realização pessoal e profissional.

 

- Mensagem para o publico no dia da apresentação?

         Após a publicação deste livro sentimos que é importante acreditar nos nossos sonhos e expectativas e trabalhar para colmatar as mesmas. Assim sendo, desde a altura em que começamos a trabalhar amplamente no quotidiano da nossa profissão com doentes submetidos a artroplastia total da anca que nos apercebemos das dificuldades que assombram o desempenho das suas actividades de vida aquando o regresso a casa, assim sendo, nunca desistimos de trabalhar no sentido de lhes proporcionar a melhor recuperação. Tendo em conta esta perspectiva alargamos o nosso leque de conhecimentos a nível teórico com o propósito de responder oportunamente a questões que surgem habitualmente. Assim sendo, pareceu-nos importante partilhar com todos os presentes estas reflexões o que muito agradecemos a calorosa afectividade.


 

ARTOPLASTIA TOTAL DA ANCA:  CONTRIBUTOS PARA A ELABORAÇÃO DE UM GUIA DE ORIENTAÇÃO DA ALTA HOSPITALAR

 

Índice Geral

Prefácio 9

Agradecimentos 11

Resumo 13

Abstract 15

Siglário e Numerário 17

Índice de Quadros 19

Índice de Graficos 21

Indice de Figuras 23

Índice Geral 25

Introdução 27

Motivações e Objectivos 29

Limitações do Estudo 31

Parte I: Artroplastia Total da Anca: Breve reflexão

1. Quadro Conceptual 33

2. Artroses/Artrose da Anca: Breve Reflexão 48

3. Artroplastia Total da Anca 59

4. Artroplastia Total da Anca: Padrão de Cuidados 70

Parte II: Nível de Cuidados/ Transição de Cuidados:

Algumas considerações

1. Cuidados/Transição de Cuidados 101

2. Planificação da Alta Hospitalar 103

3. Interacção Hospital / Serviços Comunitários 108

4. Equipa Multidisciplinar e Planeamento da Alta Hospitalar 110

5. Prestador de Cuidados na Preparação da Alta Hospitalar 114

Parte III: Instituição onde se Realizou o Estudo:

Algumas considerações

1. O Hospital da Prelada: Retrospectiva Histórica 117

2. Vertente Estrutural e Funcional 119

3. Vertente Assistencial 121

4. Vertente Humana 122

5. Vertente Social e Comunitária 123

Parte IV: Artroplastia Total da Anca: Contributos para a

Elaboração de um Guia de Orientação da Alta Hospitalar

1. População em Análise 125

2. Metodologia 126

3. Hipóteses do Estudo 128

4. Elaboração e Aplicação do Instrumento de Colheita de Dados 129

5. Tratamento dos Dados e Análise dos Resultados 131

6. Avaliação e Discussão 166

Conclusão 196

Referências Bibliográficas: Fontes 201

Anexos

Anexo I: Aplicação do teste de normalização às variáveis constituintes de

interesse na sub amostra dos Doentes 215

Anexo II: Aplicação do teste de normalização às variáveis constituintes de

interesse na sub amostra dos Prestadores de Cuidados 217

 

 

 


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