Os livros da EDITORIAL 100
Título: Jamais venderemos o sonho - Autor: Rui Amaral
audiovisual dedicado a Rui Amaral
Rui Amaral nasceu no dia 26 de Março de 1978 no Porto. Desde cedo adoptou uma postura não-conformista em relação ao “Sistema”, questionando constantemente o mesmo, mas nunca perdendo a coerência e não se limitando a criticar por criticar, mas sim com uma opinião fundamentada. Desde cedo revelou igualmente ter uma visão muito própria da vida, encarando a mesma com sentido de humor e “criticismo positivo”, ao parodiar certas situações banais do dia-a-dia e transformando as mesmas em momentos de comédia surrealistamente apelativa, como comprovam as suas crónicas. Em 2006 finalizou o Bacharelato em Educação Social na Escola Superior de Educação do Porto.
Jamais venderemos o sonho - Livro de crónicas - ISBN: 978-972-8843-84-7 - Editorial 100, Vila Nova de Gaia, 2009. 104 p. Preço com IVA: 12,60 €
Antes de mais, gostava de dizer que só escrevi este livro, devido a certas coisas foleiras que ouvi da boca de algumas pessoas, após o lançamento do meu primeiro livro. Pessoas sem qualquer tipo de sentido de humor e que acham piada a tudo, mas pronto. Disseram elas na altura: "Boa Rui, parabéns pelo teu livro, continua assim que estás no bom caminho." Eu pensei logo: este pessoal bate todo mal da tola ou que? Parabéns, porque? Eu devia mas é ser processado por escrever coisas sem sentido, dizer mal das pessoas e no final ainda ficar com um sorriso sarcástico ao ler aquilo que escrevi. Na altura também cheguei a pensar: sim senhor, é muito bonito gozar com as pessoas, não gostaram do livro escusavam de gozar comigo; olha fossem comprar o livro da Carolina, ou um livro de culinária do Goucha, assim não meus amigos.
Rui Amaral
Índice de Jamais venderemos o sonho
Índice
Prefácio
5Sonhos, Utopias e mensagens de vida
A minha vida dava um filme 9
Anjos caídos 13
Como folhas de papel ao vento 15
Estaremos sempre juntos 17
Eu tenho um sonho 21
Nunca tenhas medo de sorrir 25
O dia em que os sentimentos saíram à rua 27
Onde Andas!? 33
Que futuro? 35
Dar na cabeça ao sistema
Amigos… ou nem por isso 41
Embriagados pelo poder 45
Jamais venderemos o sonho 49
Máscaras 53
O crime não compensa (mas é pouco…) 57
O Euromilhões? 63
Humor, uma arma letal contra a sociedade
As 7 verdadeiras maravilhas de Portugal 69
Bush, the Almighty 83
Favaios: vai uma rapidinha para Castedo? 87
Floribella ou Florimamas? 91
O meu vizinho tem um carro melhor que o meu 95
Pais Natais de janelas: a invasão 99
Penso, logo…dói-me a tola 103
Scolari e o soco do Ipiranga 107
O amor é cego 111
Algumas frases e máximas de vida
117Afinal de contas o que é a vida?
119Índice
121
Excerto do livro
Rui Amaral:
O dia em que os sentimentos saíram à rua
A
Alegria acabara-se de levantar há pouco tempo: tinha combinado ir tomar um café com o Cinismo e a Frustração.Mal acabara de chegar ao local combinado, lá estava a Frustração. Virando-se para esta, diz: anima-te rapariga, está um dia impecável, já viste?
A Frustração não perdendo tempo, responde com um olhar fulminante do género: ok, e que tal se hoje me deixasses em paz que não estou para levar com as tuas merdas? Além disso, não sou obrigada a andar sempre com sorriso idiota estampado na cara, só para fazer fachada como é o teu caso.
Entretanto ia a passar na zona a Apatia que já era conhecida destas duas há vários anos. Reparando nestas duas diz: - Parem lá com isso, o que é que interessa estar chateado ou alegre? Façam como eu: posso passar 24 horas por dia em estado vegetativo e ser muitas vezes confundida com um zombie, mas ao menos não me chateio de 10 em 10 segundos, como se tivesse um foguete enfiado no cú, não achas, Frustração?
Assim como também não ando feita imbecil com sorriso à «Mr.Bean», como se pagassem para isso, certo, Alegria?
Naquele instante passavam a Frontalidade e a Tristeza, outras velhas conhecidas do grupo.
Depois de inicialmente terem cumprimentado o grupo, a Frontalidade, sem estar com grandes cerimónias, «dispara» de imediato:
– Sabem o que mais me chateia neste mundo? É ver pessoas falsas, dá-me vontade de lhes dar com um martelo, daqueles de montar tendas de circo.
O Cinismo não perdendo tempo, de imediato corta a palavra à Frontalidade:
– Acredita pá, concordo completamente contigo, isto ao mesmo tempo que pensava: «como sempre estes cromos por lorpas».
Enquanto decorria a conversa, a Alegria reparou que a Tristeza estava muito em baixo e virando-se na direcção desta diz:
- Rapariga, toma lá um bocado de mim, que eu carrego um bocado do teu fardo».
Passados uns minutos, o grupo fixou o olhar numa personagem
«mui sui generis» que vinha na direcção deles: tratava-se da Loucura, que outrora pertencera ao «núcleo duro». Esta de imediato vociferou na direcção do grupo:- Porra, tou mortinha por bater em alguém hoje.
Segundos antes havia chegado o Juízo, que entretanto tinha ligado para a Alegria, para se encontrar com esta.
Mal a Loucura tinha acabado de completar a frase, a Frontalidade não se fez rogada e dá uma sugestão: Bate no merdas do Cinismo, detesto este tipo.
O Cinismo todo indignado responde:
- Caraças, sempre te curti e tu dizes isso?
Entretanto a Loucura dá um soco na Alegria. Esta virando-se para a Tristeza exclama:
- Sabes Tristeza, já te começo a compreender um bocado, eu que sempre fiz tudo por esta chanfrada, recebo agora um sopapo em troca.
Nesta confusão toda, a Apatia ia tentando meter ordem na situação, não conseguindo porém ir muito longe nas suas intenções, uma vez que muito lentamente ia dizendo:
– Parem com… parem com… – nunca chegando a dizer a frase toda.
Subitamente eis que aparece a Ironia, que entretanto trabalhava ali perto e estava à procura de restaurante, uma vez que estava na hora do almoço.
- O que é isto? Combinaram, uma reunião de família e ninguém me avisou? – De imediato aponta na direcção da Apatia, dizendo:
– Porra rapariga, és tão rápida a falar que até me trocas os olhos. A Frontalidade de imediato intervém retorquindo:
– Pá, nunca te gramei, és mesmo inconveniente e estás sempre a meter nojo… mas é verdade, Apatia: pareces mesmo uma morta-viva.» O Cinismo entretanto ia dizendo:
- Parem lá com isso, não gosto de ver pessoal à pancada.
Mal tinha acabado de terminar a frase e eis que leva um soco da Loucura, dizendo esta prontamente:
– Dá para todos! Posso bater mal da tola, mas já te topei há muito tempo, meu enganador de merda!
Mal acaba de dizer isto, e nem tem tempo para continuar a frase. A Alegria dá-lhe uma cabeçada, dizendo:
– Estamos pagos, posso andar sempre alegre e com cara de anormal como diz a Apatia, mas também não gosto de dar a outra face e além disso também gosto de «molhar a sopa» de vez em quando.
E eis que se dá o impensável: a Apatia começa a rir estrondosamente, deixando toda a gente boquiaberta a olhar para ela, perguntando entretanto o Juízo:
– Estás bem, Apatia? Colega, andaste a tomar Prozac ou speeds? Nunca te tinha visto assim tão «speedada».
Esta de imediato dá o troco ao Juízo:
– Também deves ter a mania que só tu é que és atinado do clima, além disso não me posso libertar de vez em quando?
O Juízo para desviar a conversa olha para a Loucura e não perdendo tempo:
– E que tal se déssemos uma valente coça no palhaço do Cinismo?
A Frontalidade olhando para o Juízo exclama:
– Passou-se este gajo!
- Alto lá, no «merdas» do cinismo ninguém bate, para isso estou cá eu!!! – Intervém de imediato a Loucura:
Entretanto enquanto decorria a «amena cavaqueira», as horas iam passando. Ao mesmo tempo, o Juízo ia-se apercebendo que de vez em quando também descompensava um pouco, enquanto que a Loucura nunca se sentira tão mentalmente sã, ao aperceber-se do comportamento dos restantes elementos do grupo.
O Cinismo impressionando toda a gente eis que faz uma revelação sentida:
- Apesar da das nossas divergências e de não raras vezes ser uma cabra fria e cínica, considero-vos a todos uns amigos impecáveis.
A Alegria, ao ouvir estas palavras não se contém e deita uma lágrima, emocionada com o que tivera acabado de ouvir. A Tristeza por sua vez, eis que tenta confortar a alegria dizendo:
- Anima-te rapariga, não é o fim do mundo.
A Frustração vendo este cenário, começa a gritar a plenos pulmões:
- Nunca me senti tão realizada, só hoje me apercebi da vossa importância.
Ao mesmo tempo a apatia dava «cachaços» e palmadinhas nas costas a toda a gente, com uma energia que não deixava ninguém indiferente. Para terminar a reunião em família, eis que a Frontalidade faz a confissão do dia:
- Pessoal, no outro dia falei mal do Cinismo nas costas deste e apertei-lhe a mão passados 5 minutos como se nada fosse.
Moral da história? Deixo ao vosso critério…
E é isso!!
Entrevista a Rui Amaral pela publicação do seu livro:
Jamais venderemos o sonho (Vila Nova
de Gaia, Editorial 100, Abril -2009)
1- Porque insistir na crónica satírica?
Insisto na crónica satírica, talvez, pelo facto de ser o tipo de escrita que mais se identifica com a minha maneira de ver e interpretar as coisas à minha volta. Considero ser também uma cópia fiel da forma como vejo o nosso país e o mundo em geral.
Por outro lado escrever crónicas satíricas, constitui para mim um óptimo escape mental e uma forma de desabafo para dar na cabeça à sociedade e a certas pessoas que não raras vezes são o meu meio de subsistência mental.
Porquê? Porque quando estou em baixo, se essas pessoas não existissem se calhar não me conseguiria levantar do tapete, mandar a toalha ao chão e dizer a mim próprio: vai Rui tu consegues, basta pensares naqueles fantoches que tu vês no dia-a-dia e que te põem a pensar meu deus, estamos a ser invadidos por descendentes do Castelo Branco.
2- Em que se diferencia este livro do primeiro que publicaste?
Este novo livro intitulado Jamais venderemos o sonho, acima de tudo penso que está mais versátil em termos de temáticas que o primeiro livro. Por outro lado, não está iminentemente satírico. É claro que a minha língua bífida continua lá, bem como o dom que Deus me deu para perceber quem são os cromos e os maus da fita, e gozar um bocadinho com eles.
Mas lá está, neste livro tentei-me focar igualmente noutro tipo de temáticas, mais positivas e sonhadoras chamemos-lhe assim, em que tento fazer passar mensagens de vida positivas e utopias que se calhar até poderão ser concretizáveis, por vezes basta apenas acreditarmos nelas a meu ver.
Por outro lado, tentei igualmente escrever outro tipo de crónicas com um humor não tão incisivo e agressivo sobre determinadas figuras públicas, mas sim um sentido de humor mais inofensivo, mais “low Profile” e facilmente interpretável pela maior parte das vezes que eventualmente cometam a imprudência de ler este livro e que não tenham mesmo mais nada para fazer na vida.
3- Porque reparamos mais nos que falham, se equivocam, ou nos que são mal exemplo na sociedade e não destacamos as coisas boas, belas e de qualidade que há no mundo.
A meu ver é eminentemente humano esse comportamento da maior parte das pessoas. Alguém disse um dia, algo do género: Se és bom, amanhã esquecem-te num instante; se errares, serás gozado para o resto da vida e jamais te perdoarão.
Penso que é típico do ser humano: é muito mais fácil criticar do que elogiar, é muito mais fácil destruir do que construir.
Não estando a dar novidade nenhuma, as pessoas alimentam-se socialmente do mal das outras desde que isso signifique ficar bem com elas próprias, com um sorriso estúpido estampado na cara e desde que o ego destas suba ao 12ºandar pelo facto do vizinho ter perdido o emprego.
A meu ver é assim, sempre foi assim e sempre será assim...é apenas a lei da selva urbana a falar mais alto.
4 - Que projectos novos tens?
Estava a pensar fazer algo de diferente para o 3º livro que irei escrever, algo “Tim Burtonzado”.
É evidente que nunca irei conseguir passar para livro o génio que o Tim Burton passa para os filmes; queria apenas dar a entender que gostava de fazer algo surrealistamente interessante, algo apelativo e que pudesse fazer a escrita (pelo menos a minha) evoluir para outro patamar.
Jamais me veria a escrever dramas, policiais ou algo do género. O meu próximo projecto, pelo menos a ideia que pretendo passar para o papel, considero ser bastante arrojada.
Queria sobretudo a avançar para outro tipo de nível na escrita tal como já disse e não fazer um livro eminentemente de um estilo só, mas sim a fusão de vários estilos desde a comédia, o drama, o romance, o terror, entre muitos outros.
No fundo transpor estes elementos para um livro só, fazer algo ousado e que marcasse verdadeiramente a diferença no mundo da escrita.
Noutro âmbito e mais restrito, (muito mais restrito mesmo) adorava escrever uma crónica semanal num semanário, revista, ou algo do género. Dar a minha opinião sobre as diferentes temáticas e/ou acontecimentos que vão acontecendo no dia a dia tanto a nível nacional como a nível internacional.
No fundo, sou um ávido ouvinte de notícias e vejo regularmente os noticiários tentando-me manter sempre lado a lado com a informação, que não raras vezes ultrapassa as pessoas. (muitas vezes tento mesmo antecipar-me à mesma, procurando compreender a conjuntura futura interna e além fronteiras).
Mas é evidente que tenho os pés bem assentes no chão e não custando sonhar, sei que muito dificilmente não passará mesmo de uma utopia esta minha ambição, de emitir as minhas ideias sobre diferentes temáticas e assuntos num qualquer artigo de opinião.
5 - Como gostavas que fosse o mundo para te sentires melhor nele?
Gostaria de ver um mundo unido em prol de uma causa comum independentemente de credos ou raças, mas não vou por aí. Sou sonhador e realmente adorava contemplar um quadro desses, mas não acredito em milagres.
A meu ver o ser humano já tem escrito no código genético: “vamos lá destruir o próximo”. Não vale a pena, custa-me a dizer isto mas é uma causa perdida á partida, esta minha utopia.
Mas uma coisa é certa: se as pessoas poderem ser ligeiramente mais solidárias e compreensivas relativamente a ideias, ideias e ideologias diferentes, já farei um sorriso.
Se as pessoas não censurarem e ignorarem o próximo, simplesmente por ser preto, branco, amarelo, ou esverdeado, já farei um sorriso maior.
Se as pessoas se começarem realmente a preocupar com o velhote que está na sarjeta a pedir dinheiro, a dar a mão ao moribundo que está mesmo ao lado prestes a desfalecer, enquanto dizem ao mesmo tempo: “solidariedade e entreajuda ao poder”, aí acho que já me conseguirei começar a rir.
6 - En que momentos escreves, quais são as tuas fontes de inspiração?
Não tenho momentos próprios para escrever. Penso ser esse o segredo de muitas pessoas que escrevem: não ter um horário previamente estabelecido para escrever.
Simplesmente não consigo dizer a mim próprio:” Rui, amanhã tens encontro marcado com uma folha, uma caneta e a eventual presença da imaginação, caso esta não esteja em estado vegetativo.
Para mim escrever, é uma coisa que não pode ser dissociada do próprio estado de espírito, de impulsos do momento, de desabafos através de uma qualquer folha de papel num qualquer café.
A maior parte das vezes em que escrevo estou numa de extremos a nível de disposição: por vezes estou numa boa onda e de bem com o mundo e escrevo crónicas utópicas e sonhadoras em que me deixo levar para a terra do nunca, quase parecendo que a caneta escreve sozinha.
Noutras situações escrevo quando acabei de levar um soco do mundo ou um estalo da sociedade; e lá vou eu desabafar para o papel e vingar-me na caneta acabando com a tinta desta.
Ou quando vejo o telejornal e vejo o que toda a gente vê todos os dias, durante todo o dia; as injustiças sociais.
Mas lá está, é tudo uma questão de estado de espírito que me impele a escrever na maior parte das vezes e quando me encontro mais emotivo.
7 - O bom humor é a melhor forma de resolver situações problemáticas e conflitos, ajuda a ultrapassar maus momentos e a aperfeiçoarmos. Estás de acordo?
Para mim o bom humor, a boa comicidade é uma das armas mais letais para lidar com situações problemáticas e conflitos que muitas vezes não têm qualquer razão de ser.
O bom humor é simplesmente o oxigénio alternativo de muitas pessoas, constitui-se como o escape perfeito para darmos uma boa coça a este mundo.
Para mim, o bom humor é tudo: são as bases da minha personalidade, os alicerces da minha casa mental, aquilo que me faz encarar as adversidades e contrariedades, com uma confiança do tamanho do nariz do Durão Barroso.
Alguém um dia disse sensatamente: o sonho comanda a vida e eu acrescento: e o bom humor também.
Dá-me vontade de dizer: o bom humor é o meu apelido, é o meu melhor amigo, o meu irmão mais velho, aquele que me levanta vezes sem conta quando estou prestes a perder a esperança.
8- O que tenho descoberto verdadeiramente de interessante na minha vida ultimamente…
Com toda a sinceridade do mundo?
Eu mudaria mais facilmente a questão para: o que tens descoberto de desinteressante na tua vida ultimamente…
Gostava de realçar que esta minha perspectiva não é meramente uma perspectiva do contra mas uma perspectiva fundamentada, infelizmente.
Simplesmente cada vez compreendo menos certas pessoas e os seus propósitos de vida neste mundo: do lema que certas pessoas têm do: “lixa o próximo” já nem vou falar e por acaso nem é o que me tem chateado e indignado mais ultimamente.
Indo directamente ao assunto, por vezes fico com a impressão que muitas pessoas andar a dormir neste mundo, mais parecendo”zombies sociais”.
Quase todos os dias num qualquer local público as conversas que ouço ao meu lado sempre as mesmas: ou são pessoas de idade que criticam tudo e todos como se recebessem uma pensão extra ao final do mês por fazer isso, ou pessoal mais novo que está a falar naquele preciso momento sobre coisas que não lembram a ninguém e que têm tanto de profundo como o poço que eu não tenho. Mas no fundo o que me chateia mesmo, independentemente das faixas sociais, respectivo choque de idades e respectivas diferentes realidades sociais é o facto das pessoas simplesmente não se questionarem, não querendo ou não conseguindo ver que algo vai mal neste país. E penso não é preciso ser um visionário para compreender isso: por vezes basta olhar para uma simples expressão de uma qualquer pessoa na rua…
Bem mas falando de coisas positivas para ser diferente, houve algumas coisas positivas que entretanto descobri na minha vida: concentrarmo-nos naquilo que gostamos de fazer, sobretudo se for a nossa forma de subsistência, deverá ser sempre a nossa primeira segunda e terceira prioridade.
O resto vem por acréscimo, seja a mulher da nossa vida, ou qualquer outra coisa bonita e mágica que preencha o nosso consciente. Falando por mim próprio, tenho reparado que quando em concentro num determinado projecto, neste caso o livro, o resto bem pode esperar e além do mais não
9- Mensagem para o público presente no dia da apresentação.
Antes de mais, o meu mais que sentido obrigado por terem vindo; só não vou dizer que é gratificante vocês terem concedido algum do vosso tempo para estar aqui porque é óbvio demais, portanto limito-me a dizer: é gratificante ter-vos aqui.
Falando mais a sério penso que é muitas vezes nestas alturas que se vê quem é quem, quem são os nossos verdadeiros amigos e as pessoas que realmente nutrem consideração pela nossa pessoa e essas pessoas… são vocês.
E além do mais daqui a uns anos sempre poderão dizer aos vossos filhos e netos: há uns anos atrás eu consegui sair ileso e resistir à seca de um lançamento de um livro publicado por um cromo chamado Rui Amaral.
Um obrigado sentido gente