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Director, editor e operador: Diego
Martínez Lora
Texto: Entrevista a Gabriela de Sousa - Entrevistador: Diego Martínez
Lora
Data: 25 - 05- 2007
Entrevista a Gabriela de Sousa a propósito da publicação de O Boneco de Papel e outros textos pela Editorial 100.
Escrever porquê?
Escrever é a forma de expressão que eu escolhi, ela permite-me ser livre mesmo estando entre quatro paredes.
Quem te estimulou mais para a escrita?
Essa é uma boa pergunta. Talvez quem me tenha estimulado mais para a escrita tenha sido a minha professora do Ensino Básico, a professora Mónica Lopes.
Lês muito? Que leitura influenciou a tua imaginação e o teu modo de escrever?
Sim, leio muito. E falando de leituras, as que mais influenciaram o meu modo de escrever foram os textos de Sophia de Mello Breyner Andresen, “ El ingenioso hidalgo D. Quijote de la Mancha”, de Miguel de Cervantes, poemas de Fernando Pessoa, os contos de Hans Christian Andersen e “ Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões.
É importante para ti transmitir uma mensagem nos teus textos ou preferes escrever livremente sem pensar na moral da história?
É muito importante para mim, nas minhas histórias, transmitir uma moral ou, no caso de essa não existir, um pensamento ou opinião.
Entre escrever, pintar/desenhar ou interpretar/fazer música, onde é que te sentes mais a vontade?
Sinto-me mais à vontade a interpretar música.
Gostas de estar mais na aldeia ou na cidade? Porque?
Sinto-me à vontade em ambos os sítios: se no campo me sinto livre e feliz, acabo sempre por estar presa e triste por algumas coisas que deixo na cidade e vice-versa.
Que critérios levam-te a escolher entre escrever um poema ou um relato?
Os critérios que me levam a escolher entre escrever um poema ou um texto narrativo são, não só o tema em si, como o meu humor, o estado de espírito do momento.
Que músico ou músicos admiras mais? Porquê?
Um músico que eu admiro é o compositor alemão Robert Schumann. Mesmo não sendo ser um músico contemporâneo, admiro a sua tenacidade, pelo facto de persistir em tocar piano, apesar de ter dois dedos da mão direita paralisados.
Quando eras pequenina o que gostavas de ser quando fosses grande? E agora com 14 anos o que é que gostavas de ser quando fores grande?
Quando eu era pequena pensava ser paleontóloga. Hoje, não faço ideia…
Descreve o teu espaço ideal para viver?
O meu espaço ideal para viver não tem vizinhos e é bastante isolado… Eu não sou uma pessoa propriamente silenciosa depois das dez da noite…
Gostas do teu colégio e da tua academia de Música? e porque?
Gosto muito do meu colégio Nossa Senhora da Bonança e da Academia de Música de Vilar do Paraíso, sinto que ambos os estabelecimentos são a minha segunda casa…
Que mensagem gostavas de dar às crianças que gostam de escrever e de pintar?
Eu gostaria de dizer, não só a essas crianças mas também às outras, que não se entendem com a pintura, a música ou a escrita, que todos nós nascemos com uma capacidade, e essa capacidade não tem que ser necessariamente jeito para escrever, pintar ou para a música. Até pode ser a fazer qualquer outra coisa, como trabalhar a madeira, moldar o barro, mas seja lá o que for, o principal é descobrir esse talento dento de nós. Para isso há que experimentar e seguir a nossa intuição.
Qual pensas que seja o público do teu primeiro livro?
Quando comecei a elaborar o livro não pensei num público alvo específico. No entanto, avaliando o resultado final, poderia dizer que se destina a jovens com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos.
O que significa para ti este livro chamado: O boneco de papel e outros textos?
Este projecto foi muito importante para mim, aliás, todos os meus textos são ordenados cronologicamente, o que pode descrever este trabalho como um companheiro de alguns anos.
E gostaria de deixar necessariamente esta pergunta no ar: será que todos nós não somos, ocasionalmente, bonecos de papel?
Editorial 100 - Compacto e tacto - Versiones Virtual – Música de Diego Martínez Lora - 100 palavras