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Director, editor e operador: Diego Martínez Lora
Texto: 
Entrevista a Gabriela de Sousa - Entrevistador: Diego Martínez Lora
Data: 25 - 05- 2007


Entrevista a Gabriela de Sousa a propósito da publicação de O Boneco de Papel e outros textos pela Editorial 100.


Gabriela de Sousa, (Gabriela Maria Caldeira Trigo Barbosa)  nasceu no Porto, Cedofeita, a 7 de Junho de 1992. Estuda no Colégio de Nossa Senhora da Bonança e é aluna de violino e piano na Academia de Música de Vilar do Paraíso. Vive em Vila Nova de Gaia.  
O lançamento de O Boneco de papel e outros textos, Editorial 100, 2007 será no dia 15 de Junho de 2007, pelas 21h30 no Colégio Nossa Senhora da Bonança, em Vila Nova de Gaia e no 22 de Junho pelas 21h30 na Academia de Música de Vilar do Paraíso também em Vila Nova de Gaia. Contará com a presença dos Jornalistas da RTP, Alberto Serra e Luís Henrique Pereira  quem também publicou pela Editorial 100 o  seu romance breve Carpe Diem, Castro Henriques!

Escrever porquê?

Escrever é a forma de expressão que eu escolhi, ela permite-me ser livre mesmo estando entre quatro paredes.

Quem te estimulou mais para a escrita?

Essa é uma boa pergunta. Talvez quem me tenha estimulado mais para a escrita tenha sido a minha professora do Ensino Básico, a professora Mónica Lopes.

Lês muito? Que leitura influenciou a tua imaginação e o teu  modo de escrever?

Sim, leio muito. E falando de leituras, as que mais influenciaram o meu modo de escrever foram os textos de Sophia de Mello Breyner Andresen, “ El ingenioso hidalgo D. Quijote de la Mancha”, de Miguel de Cervantes, poemas de Fernando Pessoa, os contos de Hans Christian Andersen e “ Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões.

É importante para ti transmitir uma mensagem nos teus textos ou preferes escrever livremente sem pensar na moral da história?

É muito importante para mim, nas minhas histórias, transmitir uma moral ou, no caso de essa não existir, um pensamento ou opinião.

Entre escrever, pintar/desenhar ou interpretar/fazer música, onde é que te sentes mais a vontade? 

Sinto-me mais à vontade a interpretar música.

Gostas de estar mais na aldeia ou na cidade? Porque?

Sinto-me à vontade em ambos os sítios: se no campo me sinto livre e feliz, acabo sempre por estar presa e triste por algumas coisas que deixo na cidade e vice-versa.

Que critérios levam-te a escolher entre escrever um poema ou um relato?

Os critérios que me levam a escolher entre escrever um poema ou um texto narrativo são, não só o tema em si, como o meu humor, o estado de espírito do momento.

Que músico ou músicos admiras mais? Porquê?

Um músico que eu admiro é o compositor alemão Robert Schumann. Mesmo não sendo ser um músico contemporâneo, admiro a sua tenacidade, pelo facto de  persistir em tocar piano, apesar de ter dois dedos da mão direita paralisados.

Quando eras pequenina o que gostavas de ser quando fosses grande? E agora com 14 anos o que é que gostavas de ser quando fores grande?

Quando eu era pequena pensava ser paleontóloga. Hoje, não faço ideia…

Descreve o teu espaço ideal para viver?

O meu espaço ideal para viver não tem vizinhos e é bastante isolado… Eu não sou uma pessoa propriamente silenciosa depois das dez da noite…

Gostas do teu colégio e da tua academia de Música? e porque?

Gosto muito do meu colégio Nossa Senhora da Bonança e da Academia de Música de Vilar do Paraíso, sinto que ambos os estabelecimentos são a minha segunda casa…

Que mensagem gostavas de dar às crianças que gostam de escrever e de pintar?

Eu gostaria de dizer, não só a essas crianças mas também às outras, que não se entendem com a pintura, a música ou a escrita, que todos nós nascemos com uma capacidade, e essa capacidade não tem que ser  necessariamente jeito para  escrever, pintar ou para a música. Até pode ser a fazer qualquer outra coisa, como trabalhar a madeira, moldar o barro, mas seja lá o que for, o principal é descobrir esse talento dento de nós. Para isso há que experimentar e seguir a nossa intuição.

Qual pensas que seja o público do teu primeiro livro?

Quando comecei a elaborar o livro não pensei num público alvo específico. No entanto, avaliando o resultado final, poderia dizer que se destina a jovens com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos.

O que significa para ti este livro chamado: O boneco de papel e outros textos?

Este projecto foi muito importante para mim, aliás, todos os meus textos são ordenados cronologicamente, o que pode descrever este trabalho como um companheiro de alguns anos.

E gostaria de deixar necessariamente esta pergunta no ar: será que todos nós não somos, ocasionalmente, bonecos de papel? 


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