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Director, editor e operador: Diego Martínez Lora
Autor: Maria
José Figueiredo- (Portugal) - Título: 3 poemas
de
Maria José Fugueiredo
Entrevistador: DML
3 poemas de Maria José Figueiredo(*)
(do seu livro Pelos rumos da ilusão pela Editorial 100)
Como nasce um Poeta
N
em só de histórias vive o homem,Nem só de lendas ele se inspira.
Porém, o saber literário ilumina-o,
Como se de uma estrela se tratasse.
A sua alma toma cor, dimensão e luz.
Traduz no vento o seu mais íntimo olhar,
Como quem escreve um poema nas ondas do mar.
Nem só de ilusões se guia o homem,
Nem só de sonhos ele se rege.
Porém, na caligrafia por sua mão exposta,
Se vê com carinho a sua alma imposta.
Nem só de palavras se entrega um homem.
Nem só de silêncios se deixa entregar…
Porém é nas suas palavras,
Nos seus longos silêncios,
Que nasce o viver de um novo poeta!
Dentro de Mim
N
ão sei cantar,Não sei olhar...
Só sei dizer o que sinto,
Aqui... dentro!
Viajo por labirintos
Que são a minha alma.
Tento encontrar um destino,
Mas falta-me a calma,
Para o saber procurar.
Para o saber encontrar.
Nem tudo o que luz
São estrelas ao luar!
Não sei cantar,
Não sei falar...
Só sei olhar o que sinto,
Aqui... dentro!
Estranha forma de ser!
Escrever sem entender, o quê?
Poemas não são, nem prosas,
Versos, nem pensar... p’ra quê?
Falta-me a coragem,
Para saber procurar.
Para saber encontrar.
Nem tudo o que luz
São raios de ouro a brilhar!
Não sei cantar,
Não sei gostar...
Só sei mostrar o que sinto,
Aqui... dentro!
Nem sequer precisam de entender,
Nem eu faço questão.
Se tudo o que escrevo fosse água...
Já não tinha coração.
Já a alguém se teria lembrado...
De o magoar,
De o amachucar!
Pois nem tudo o que luz
É translúcida água a cantar!
Citadina
T
ens no olharA fúria do conhecer,
Do querer entrar
Na magia da noite.
Descobrir sete maravilhas
Numa só hora,
Conquistar o mundo
Num piscar de olhos.
Vês o sol
Como teu aliado.
E a noite escura
Como a perversa loucura do inédito.
Tudo à tua volta,
Te envolve.
Tudo em ti,
É lume,
É voz,
É dança,
É liberdade total.
A inocência atrai quem passa,
E o medo corta asas.
E nesse olhar de fúria,
E nesse andar de jeito,
Nesse sorriso calmo,
E nessa voz de alento…
Existe uma beleza inédita e real,
Numa mulher deveras,
Que de raízes enlaça.
Citadina de voz e alma.
Citadina mulher bonita.
E se a virem…
Parem.
Ela vale...
Pela beleza de a ver passar!
A: Ana Rita…
(*)Maria
José Figueiredo -
Seia. Publicou
Pelos rumos da
ilusão.
Editorial 100 - Versiones Virtual – Música de Diego Martínez Lora - 100 palavras