VERSIONES

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Director, editor e operador: Diego Martínez Lora

Autor: Rui Amaral -
(Portugal) - Título: Machismo: Ignorância ou simplesmente uma doença crónica?
Data: 17 - 12- 2007


Rui Amaral:

Machismo: Ignorância ou simplesmente uma doença crónica?


Ora aí esta um tema pertinente, na nossa sociedade actual e na sociedade de outrora. Penso que todos nós (homens), devemos «vestir as saias» de vez em quando, esquecendo as nossas fantasias, «taras» e «fetiches sexuais» acerca das mulheres, tornando-nos assim bons ouvintes e pondo desta forma a nossa actividade hormonal e «instintos animalescos de folga», por mais difícil que por vezes possa parecer.

Sem querer ser uma espécie de «Messias» ou «defensor acérrimo das mulheres», penso que há coisas simplesmente inaceitáveis e condenáveis…

Assim, o que dizer do «típico macho de futebol de sofá», que enquanto está a ver um jogo de futebol, berra na direcção da cozinha dizendo qualquer coisa do género:»Ó FILHA, TRAZ MAIS UMA CERVEJOLA, MAS DESTA VEZ MAIS FRESQUINHA E VAI MAS É FAZENDO O JANTAR QUE EU TOU COM UMA RÁFIA DO CARAÇAS», terminando a frase com um monumental «BURP»( ou arroto se preferirem)?

É inqualificável simplesmente; eu se fosse mulher nesta situação, teria sempre três coisas à mão: uma caçadeira para o caso de ele falar mais alto do que eu, um garrafão de água para lhe mandar pela cabeça abaixo e finalmente um açaime para lhe tapar a boca!

O que dizer igualmente do «típico macho man ás do volante», que se julga o «rei da estrada» e que quando vê uma mulher a conduzir e fazer algo errado, (sim porque só as mulheres fazem asneira ao volante!!!) tem um ataque súbito de 22 «idiotice aguda» começando-se a espumar e a fazer comentários, que em nada ficam a dever aos comportamentos mais primitivos, do ritual de acasalamento do «gorila prateado»?

Isto já para não falar do « garanhão fatela», que passa doze horas por dia a gabar-se das suas supostas «façanhas sexuais» e que normalmente aumenta as suas «performances sexuais» para o triplo.

Este é aquele tipo de indivíduo que «dá tanto prazer á mulher», que a mulher adormece a meio do acto sexual, agradecendo esta ao marido no dia seguinte, por lhe curar as insónias!

Noutras situações, o «macho valente» «aguenta-se» dois minutos; nesta situação, é caso não para falar numa «rapidinha», mas sim numa «supersónica».

No final, imagino o que irá na cabeça da mulher:» porra, se este «gajo» fosse assim tão rápido a correr, como quando fazemos esta «amostra de amostra», de «sexo dos trezentos», «coitadinho do Obikwelu»!!!

Pois, estranho este, o mundo dos «machos».

Eu pessoalmente, acho que deveriam ser todos «castrados» e receberem uma «lavagem ao cérebro gratuita!!!

Mas convenhamos, nem tudo são más notícias. Por vezes deve dar jeito às mulheres ter um «macho» por perto: se estiverem no «Zoo» e algum gorila fugir da jaula, têm sempre os ditos «machos», para intimidar o gorila e metê-lo na ordem: basta estes se comportarem da mesma maneira, quando estão a discutir uns com uns outros, sobre quem arrota mais alto, ou quem bebe mais grades de cerveja, enquanto a mulher está «alegremente» a cuidar dos «putos»e a esfregar o chão, enquanto o «Lord of the Stupidus Machus» (nome científico), dá permissão á mulher para lhe ir buscar mais tremoços!

Na pior das hipóteses, o domador poderá confundir o «macho dominante da zona» com o Gorila e metê-lo na jaula, deixando o Gorila a solta.

Fujam!!!

E é isso!!!


(*)Rui Amaral - Porto. Publicou Penso, logo critico. A insustentável paródia do ser


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